Idiota, mil vezes idiota. Idiota, mesmo. Se você não faz que não me vê, eu devo ter ficado invisível ou você cego. Mas, e daí!? A gente não é - nem nunca foi - nada, mesmo! E eu ainda gasto meu preciosíssimo tempo pensando nisso. Você não é bipolar. É tri, tetrapolar - sei lá eu quantas faces e humores você possui. Cumprimento é educação, apenas. Mas cumprir de fato o que se diz, também, né! E eu ainda fico admirada com os descasos que você só 'continua' a fazer, e que eu, de tempos já sei que faz. Parece que o acaso resolveu brincar com a gente, nem deve ser ironia do destino! Quanto mais eu queria te ver, te encontrar... mais a gente descruzava. Agora, definitivamente separados, parece até que temos imã - toda hora nos cruzamos, sorrisos triviais pra cá e pra lá, até uns toques, às vezes, arriscamos. Embora, raramente se faça de cego. Mas, bem verdade, eu também não presto. Finjo não o ver, até que tome a iniciativa de se fazer presente - e sempre à toma. E eu ainda me controlo pra não esquecer de tudo o que me fez, ou melhor, que deixou de fazer. Pior ainda: tenho que lembrar-me de que não é meu. O que nunca foi um casal, agora é um par de bons amigos, e eu ainda... tenho que lembrar de não esquecer disto. E eu ainda continuo precisando daquela massagem que eu adoro e você nunca fez.

2 comentários:
até massagem no ego faz falta né cá???
lindo lindo!
Um beijo
Primeiro eu ri...depois eu fiquei triste. Há uma certa dor dolorida até na raiva que sentimos de quem, na realidade, queriamos perto pra sempre.
Lindo.
Bj.
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